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sábado, 24 de setembro de 2016

Igreja Católica promove debate com candidatos a prefeito

Eduardo Bill Moreira  
Na próxima segunda-feira (26), a Comissão Diocesana de Caridade, Justiça e Paz ligada a Mitra Diocesana de São Carlos, promove um debate com os candidatos a prefeito de São Carlos em 2016. O evento será realizado no Teatro La Salle (Av. José Pereira Lopes, 252), a partir das 20h.
O objetivo é conhecer melhor os planos dos seis candidatos ao executivo da cidade nos próximos quatro anos, bem como oferecer à comunidade católica e população em geral mais uma oportunidade de definir o voto nas eleições de dois de outubro.
O grupo que está organizando o debate manteve reuniões constantes para viabilizar o evento, mobilizando a comunidade católica da cidade de São Carlos, que estará presente através das representações das diversas paróquias do município.
O debate entre os candidatos, mediado pelo Padre Paulo Manoel de Souza Profilo, contará com quatro blocos de questionamentos, sendo o primeiro para apresentação e resposta a uma pergunta preparada pela Comissão, dois blocos de perguntas entre os candidatos, com direito a réplica e tréplica e um bloco para as considerações finais dos candidatos. As regras do debate foram aprovadas pelos representantes dos seis candidatos em reunião realizada na última semana.
A participação do público ao evento, que será transmitido ao vivo pela radio DBC FM, será restrita a convidados das paróquias, comunidade católica e convidados, sendo as credenciais distribuídas pela Comissão Diocesana de Caridade, Justiça e Paz, que espera um debate para a discussão de ideias e propostas concretas para a gestão da cidade de São Carlos nos próximos anos.

Pesquisa da UFSCar aponta potencial do carbono para diminuir emissões de gases de efeito estufa

O Brasil atualmente ocupa o sexto lugar no ranking de países que mais emitem gases de efeito estufa (GEE) no mundo. Comprovadamente, são os setores de mudança do uso da terra e agropecuário os que mais contribuem para o aumento dessas emissões. Pensando em buscar alternativas para o meio ambiente neste escopo, a aluna Ana Carolina Cidin, do Programa de Pós-Graduação em Agricultura e Ambiente (PPGAA) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desenvolveu uma pesquisa de mestrado que teve o intuito de estimar o estoque de carbono em solos brasileiros sob diferentes usos agrícolas e seu potencial para mitigação dos GEE.
O estudo, orientado pela professora Maria Leonor Assad, do Departamento de Recursos Naturais e Proteção Ambiental (DRNPA), teve início em fevereiro de 2014 e contou com o apoio da Capes. “A partir de dados que levantei em artigos, dissertações e teses, propus estratégias que possam contribuir para a mitigação das emissões dos chamados gases de efeito estufa (GEE)”, relata Ana Carolina. Para isso, a discente desenvolveu uma função matemática – denominada função de pedotransferência – para estimar a densidade do solo, variável nem sempre disponível na literatura e necessária para o cálculo do estoque de carbono no solo. “Após efetuar este cálculo de estoque, agrupei os dados em diferentes classes de uso do solo e diferentes classes de tipos de solo”, conta.
A aluna relata que, ao longo do tempo, teve um trabalho extenso de levantamento e organização de dados que, apesar de numerosos, estavam dispersos em unidades e locais distintos. Dentre as informações coletadas, estão atributos químicos e físicos de solos. Segundo a aluna, o potencial de contribuição da agricultura para a mitigação dos GEE foi estimado com base no aumento do estoque de carbono no solo, ou seja, dos teores de matéria orgânica no solo, que têm o carbono em sua maior composição. “Essa simulação foi calculada a partir da mudança ou recuperação de uma situação atual de uso do solo – pastagem degradada, cultura anual sem sistema de plantio direto e solo descoberto, por exemplo – para um cenário com potencial para manter o carbono no solo por mais tempo”, explica.
Segundo Ana Carolina, ações como diminuir os desmatamentos e queimadas e aliar técnicas agrícolas de produção com premissas mais conservacionistas, como o sistema plantio direto e sistemas de integrados (como integração lavoura-pecuária-floresta, integração lavoura-floresta, integração pecuária-floresta, integração lavoura-pecuária), têm mostrado bons resultados na mitigação de GEE e estão sendo adotados em todo o país. “O aumento do estoque de carbono no solo é uma alternativa nesse processo e é menos uma fonte de emissão de GEE. Mantê-lo no solo por mais tempo compensaria as emissões de outras fontes na atividade agropecuária, atualmente indispensáveis”.
A aluna conta que este tipo de estudo vem sendo desenvolvido há alguns anos, já que o Brasil tem muito potencial para contribuir nas discussões de mitigações de GEE. “O grande diferencial de meu trabalho foi o fato de ter compilado esse grande número de informações de atributos do solo da década de 1960 até 2015 e organizá-los sistematicamente em um banco de dados. A vantagem é que este banco pode subsidiar estudos futuros e, inclusive, ser constantemente atualizado. Confirmamos, com toda essa coleta de dados, o potencial da atividade do setor agropecuário como estratégia de mitigação dos GEE”, afirma. Segundo Ana Carolina, o banco de dados criado em sua pesquisa é de domínio público e em breve será disponibilizado aos interessados.
A discente ressalta que o estudo, além de lhe proporcionar satisfação pessoal, permitiu que ela tivesse acesso à uma gama de informações a respeito de um tema mundialmente discutido, o que foi muito benéfico para seu crescimento. “Os maiores desafios e aprendizados foram organizar um banco de dados com mais de 30 mil amostras de solo. Com as informações geradas, o trabalho colabora com a definição de políticas públicas que incentivem a adoção de práticas de manejo e uso do solo com potencial de estocar carbono no solo. A pesquisa também ajuda a definir estratégias de aumento de estoque de carbono. Com isso, pretendo dar continuidade a esses estudos no doutorado”, finaliza. 

MEC: falência do ensino médio impôs urgência de reforma por medida provisória

Agência Brasil 
A secretária executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a crise no ensino médio no país e a constatação de que o modelo vigente está falido levaram o governo a editar a medida provisória com uma reforma para a etapa, flexibilizando o currículo e incentivando a implantação do ensino em tempo integral.
“Por que optar por medida provisória se havia um projeto de lei no Congresso é a pergunta que todos fazem. A decisão foi tomada, principalmente, em decorrência da urgência do problema do ensino médio no país. Nos últimos anos, o fracasso do ensino médio brasileiro é um dado da realidade apontado por todos os especialistas da área”, disse Maria Helena, que destacou que a discussão da reforma do ensino médio no Congresso Nacional já dura cerca de cinco anos.
“Eu mesma participei de vários debates: sobre a crise do ensino médio, o problema do ensino médio, o que fazer com o ensino médio, sem que surgisse nenhuma posição de consenso. Este problema vem sendo debatido desde o final da década de 1990. Não se trata de falta de debate e de conhecimento. Foi feito com este objetivo: de dar urgência à necessidade de atender ao debate muito forte e de consenso na sociedade da necessidade de se mudar o ensino médio no país. E a medida provisória foi a maneira de nós encararmos esta necessidade”, justificou.
A secretária executiva do MEC participou nesta sexta-feira da abertura da terceira edição do encontro internacional Educação 360, na Escola Sesc de Ensino Médio, no Rio de Janeiro.
Crise
A crise do ensino médio, segundo a gestora, significa “que o modelo faliu, quebrou, não funciona” para a realidade dos estudantes. “Os jovens não gostam, eles não aprendem e estão abandonando as escolas para fazer cursinhos preparatórios para o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]. Somente este ano, 1,5 milhão estão fazendo o Enem sem terem cursado o ensino médio, muitos dos quais ganharam o certificado ao fazerem 450 pontos no exame nacional e, desta forma, pegarão o registro de conclusão do ensino médio. E isto não é bom”, enfatizou.
Na avaliação de Maria Helena, o ensino médio no Brasil é totalmente “engessado”. “É único no mundo que é engessado e que tem treze disciplinas por ano. Treze disciplinas em quatro horas por dia. Então é uma hora de sociologia por semana, outra de filosofia, de inglês, sei lá mais quantas.”
Apesar da crítica ao modelo atual, a secretária disse que o encaminhamento da reforma será amplamente discutido. “Vamos fazer seminários estaduais com as entidades para discutir a Base Nacional Comum Curricular e, neste aspecto, para a implementação da reforma do ensino médio, o Conselho Nacional de Educação terá uma parcela importante neste processo de implementação.”
Debate corporativo
Em relação às críticas à medida provisória, a secretária executiva do MEC disse que o momento não é de “debates corporativos”, mas de unir esforços para melhorar o ensino médio.
Ao comentar alguns dos principais pontos da medida provisória, Maria Helena destacou a ampliação gradual da jornada curricular e a flexibilização do currículo nas grandes áreas do conhecimento (linguagem, matemática, ciências da natureza e humanas e formação técnica e profissional).
De acordo com a secretária executiva do MEC, antes de serem implantadas, as mudanças serão debatidas em seminários estaduais, em escolas públicas e privadas e pelas entidades da sociedade civil.
“Estamos em um grande momento de desafios no Brasil e no mundo e não podemos deixar nossos jovens para trás. Tem que melhorar muito o ensino fundamental, os anos finais, para que o aluno tenha uma preparação geral até o final do ensino fundamental muito melhor do que tem hoje. E para que isto ocorra ele tem que ter um ensino médio mais conetado com as mudanças do planeta Terra.”
Cortes na Educação
Questionada sobre como conciliar as medidas de ajuste propostas pelo governo e a ampliação da rede escolar para funcionamento em tempo integral, sem os recursos necessários em função das medidas de contingenciamento, Maria Helena Guimarães disse que não haverá cortes na educação.
“Em relação à PEC [Proposta de Emenda à Constituição 241], esta é também uma preocupação nossa. O ministro [da Educação, Mendonça Filho] tem conversado com os setores envolvidos, com os ministros da área econômica, com o Congresso Nacional. Não haverá corte na educação. A PEC é necessária, mas não deverá resultar em cortes para a educação, que é fundamental”, ressaltou.
Financiamento
O secretário estadual de Educação, Wagner Victer, que participou do evento, elogiou a iniciativa do governo federal, mas disse que a medida provisória tem pontos positivos e negativos. “O governo encarar politicamente a questão da necessidade de melhorar o ensino médio e entendê-lo como prioridade é significativo. Mas acho que tem pontos controversos e dúvidas, apesar das muitas medidas positivas.”
Entre os problemas da proposta, Victer apontou a falta de recursos para a implantação do ensino médio integral. “Há questões a serem colocadas e a da financiabilidade do projeto é uma delas. O valor disponibilizado pelo governo para os primeiros dois anos é muito pequeno: R$ 1,5 bilhão para todos os estados é irrisório para um prazo de dois anos.”
O secretário fluminense acredita que este é um dos pontos que devem ser revistos pelo Congresso Nacional na tramitação da medida provisória. “Acho que o Congresso vai rever esta questão, possivelmente aumentando este valor em quatro, cinco e até seis vezes.”
Além da viabilidade financeira, Victer considerou um contrassenso a sugestão de cortar disciplinas obrigatórias exatamente quando o governo anuncia a intenção de ampliar a carga horária do ensino médio para sete horas. “O ensino em tempo integral aponta exatamente na direção contrária. Como haverá mais tempo não tem sentido cortar disciplinar.”

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ALERTA: Golpistas estão se passando por funcionários da Santa Casa e solicitando depósito em dinheir

A Mesa Administrativa da Santa Casa de São Carlos alerta a população sobre golpe que está sendo aplicado na região, no qual golpista passa-se por funcionário da instituição solicitando depósito, em dinheiro, às famílias com parentes internados no hospital.
A Santa Casa afirma que não realiza qualquer ligação telefônica solicitando depósito em dinheiro ou outro tipo de cobrança de valores para subsidiar tratamento ou procedimento médico de pacientes internados através do SistemaÚnico de Saúde (SUS), convênios e particular.
A população deve ficar alerta. Qualquer ligação telefônica que remeta a depósito em nome da Santa Casa para pagamento de procedimentos médicos trata-se de um golpe.
A Santa Casa solicita que as famílias que receberem ligações com essas características entre em contato com a autoridades de Segurança Pública através do telefone 190.

Comissão Processante da Câmara irá remarcar tomada de depoimentos

A Comissão Processante da Câmara Municipal que apura denúncias de infrações político-administrativas do prefeito Paulo Altomani, sujeitas à perda de mandato, cancelou oitivas de testemunhas que seriam realizadas na tarde desta segunda-feira (29). O ex-secretário de Fazenda, José Roberto Poianas, solicitou vista do processo e pediu a remarcação de seu depoimento que estava previsto para as 14h. Também Celso Batista dos Santos, ex-chefe da Divisão de Compras da Secretaria Municipal de Fazenda, que falaria em seguida, solicitou adiamento de sua convocação devido à morte de familiar. Será ainda reagendado o depoimento de Waldemar Antonio de Senzi, ex-superintendente de execução orçamentária e ex-presidente da comissão fiscalizadora de auxílios e subvenções da Prefeitura.

A Comissão Processante, instaurada pela Resolução No.291  e composta mediante a Portaria No.431, da presidência da Câmara Municipal,apura denúncia formalizada no mês passado pelo advogado Luis Luppi. Ele atribui ao prefeito infrações político-administrativas como quebra de decoro, omissão e negligência na defesa de bens, rendas, direitos e interesses do Município, notadamente no caso da falta de numerário da ordem de R$ 370 mil no cofre da Prefeitura em relatório do auditor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). O rito do processo é regido pelo  Decreto-Lei No.201/1967.

Eleições 2016: TSE abre caminho para doações eleitorais com cartão de crédito

Agência Brasil 
Uma portaria assinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, viabiliza doações eleitorais por meio de cartão de crédito de pessoas físicas.
As novas regras eleitorais aprovadas no ano passado prevêem que apenas pessoas físicas podem fazer doações para campanha de candidatos e partidos. Uma resolução do TSE já permitia que tal doação fosse realizada por transferência eletrônica ou por cartão de crédito.
Pelas regras do TSE, somente o titular do cartão pode fazer a doação e fica a cargo dos candidatos e partidos atestar se o doador registrado e o dono do cartão são a mesma pessoa.
As operadoras de cartões, no entanto, estavam dificultando essa confirmação de titularidade, que deve ser feita no momento da transação, alegando questões legais e técnicas no compartilhamento dessas informações.
Após negociações que envolveram também o Banco Central, a nova portaria do TSE resolve a questão. Agora, as instituições de pagamento credenciadoras ou emissoras de cartão passarão aos candidatos e partidos nome e CPF do titular do cartão, data, horário e valor da doação.
O eleitor que quiser usar o cartão de crédito para fazer a doação deve ir a um terminal do candidato ou partido e receber um recibo de doação eleitoral. As doações por esse meio de pagamento estão submetidas ao mesmo limite de 10% da renda declarada pelo doador no ano anterior ao pleito.

Bancos entrarão em greve a partir desta terça-feira, 6 de setembro em São Carlos

Na manhã desta terça-feira (06), bancários de São Carlos e região decidiram aderir à greve nacional por tempo indeterminado.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Lauriberto Antonio Viganon, (Lalo), a categoria pede a reposição da inflação de aproximadamente 10% e mais 5% de aumento real. Após reunião com os banqueiros, a proposta foi de 6,5% e mais R$ 3 mil de abono, que não é incorporado ao salário, o que foi negado pela categoria.
Ainda segundo Lalo, foi realizada apenas uma rodada de negociação.